"MARACANAZO" CHILENO

25 anos da "maior fraude do futebol da história", segundo a FIFA

Faz 25 anos do “Maracanazo” de Roberto El Cóndor Rojas, atribuído como "a maior fraude do futebol de todos os tempos" pela FIFA e que causou o corte da seleção chilena das Copas do Mundo de 1990 e 1994.

Naquela noite, no Rio de Janeiro com o Maracanã lotado, o Brasil vencia o Chile por 1 a 0, com gol de Careca aos 49’ (tinham empatado na ida 1 a 1). No segundo tempo, aos 30’, aconteceu algo absurdo: vindo da arquibancada, um sinalizador caiu a centímetros de Roberto Rojas, causando uma reação do goleiro que não condizia com o fato registrado em uma fotografia. O jornalista do jornal El Gráfico levou, então, para a Conmebol a prova que deixou claro que o sinalizador não atingiu Rojas.

O desenrolar da fraude

Enquanto Rojas "se contorcia de dor" no chão, os jogadores, preocupados, foram rapidamente ajudá-lo, sendo enganados pelo próprio companheiro. O capitão, Fernando Astengo, decidiu, indignado, retirar seus jogadores do campo, além de recorrer à Conmebol para que tomasse medidas sobre o assunto e, entre outras coisas, desse a vitória ao Chile ­– uma reação compreensível dos chilenos por serem atacados.

Mas nada disso aconteceu, pois as imagens comprovaram no dia seguinte que Rojas havia feito uma encenação extraordinária, digna de um Oscar de melhor ator, já que seu rosto não tinha nenhuma queimadura, e sim um corte feito com uma lâmina de barbear, que o próprio goleiro confessou ter usado.

Reação da FIFA

Dez dias depois, a FIFA decidiu que o chileno seria suspenso para sempre (em 2000 recebeu permissão para voltar) e que sua seleção seria excluída das Eliminatórias para a Copa de 1994. Além dele, foram suspensos: Sergio Stoppel (então presidente da Federação Chilena de Futebol), Orlando Aravena (técnico), Fernando Astengo (capitão da equipe) e Daniel Rodríguez (médico).

Brasil: Claudio Taffarel; Mauro Galvão, Jorginho, Aldair, Ricardo Gomes, Branco, Valdo Condido, Dunga, Paulo Silas, Careca e Bebeto. Dirigidos por: Sebastião Lazaroni.

Chile: Roberto Rojas; Patricio Reyes, Hugo González, Fernando Astengo, Héctor Puebla, Alejandro Hisis, Jaime Vera, Jaime Pizarro, Jorge Aravena, Patricio Yañez e Juan Carlos Letelier. Comandados por: Orlando Aravena.

 

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