Retrospectiva

As lições da fase de grupos da Copa Libertadores 2014

Os grandes do Uruguai: são grandes somente no livro de história, daqueles que encontramos na biblioteca para revisar acontecimentos de mais de 30 anos atrás. Sem desrespeito: hoje quem manda é o Defensor Sporting, que está nas oitavas de final, jogando bem e na frente de todos os concorrentes, como se viu com o Cruzeiro no Brasil.

O resgate boliviano: depois de 14 anos, duas equipes bolivianas (Bolívar e The Strongest) avançaram às Oitavas. O digno de nota - além da classificação em si - é que foram em grupos diferentes, e não como em 1997, quando os bolivianos Bolívar e Oriente Petrolero dividiam o grupo com Peñarol e Nacional.

Emoções incríveis, dignas de uma fase eliminatória, como as quartas ou a semifinal: foi a definição do Grupo 2, tirada de um filme de Stanley Kubrick. O drama, os nervos, a adrenalina, o não-saber quem passa. Coisa de cinema.

A dupla surpresa do Independiente del Valle: assim como o Real Garcilaso foi um incrível estreante na edição de 2013, onde chegou nas quartas de final, em 2014 o Independiente nos deixou com uma ótima impressão no já citado Grupo 2, onde os gigantes San Lorenzo, Botafogo e Unión Española estavam. O Independiente venceu dois deles (Botafogo e Unión Española), deixando um inesquecível 5 a 4 no Chile, onde um desconhecido de sobrenome Angulo deixou a marca história de 4 gols fora de casa. Que voltem logo!

O meio-fracasso brasileiro: ainda que o detentor do título, o Atlético Mineiro, tenha avançado em primeiro do grupo, dos seis representantes do país anfitrião da Copa que se aproxima, só se classificaram a metade, o que é um recorde negativo. Na parte futebolística, ninguém se destacou muito, com algum destaque positivo para o Grêmio, o mais regular do Grupo 6, ou "Grupo da morte".

A taça está em aberto: esta edição demonstrou o equilíbrio dos níveis e chances de todas as equipes, agora reduzidas para 16 nas oitavas de final. Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Uruguai, Paraguei e México seguem na batalha e darão tudo em uma edição onde não houve - e nem deve haver - atuações destacadas.

As equipes peruanas: O Real Garcilaso não pode repetir o sucesso obtido na Libertadores 2013. De todo modo, não se pode exigir muito: o time tem apenas cinco anos de vida. O surpreendente foi o Universitario, campeão peruano: empatou uma e perdeu cinco, quase sem gols marcados e com 3 gols contra na tabela. Impossível: outra Copa para se esquecer.

México: esta pode ser definitivamente a Copa dos times da América do Norte. Santos Laguna e León FC mostraram ótimo nível e, sobretudo, regularidade. As próximas fases dirão se seguirão a sério ou voltarão para casa.

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