PAIXÃO EM MILÃO

Daniel Osvaldo: “Gostaria de voltar ao futebol argentino um dia e compará-lo com o italiano”

Com óculos e tatuagens, olhar altivo, engraçado e polêmico, Daniel Osvaldo tem se desempenhado como poucos e de várias formas no futebol italiano. O atacante oriundo de Buenos Aires (jogou na categoria de base do Lanús e Banfield) teve uma passagem fugaz no futebol argentino. Estreou no Hucarán, na segunda divisão, aos 19 anos e, um ano depois, foi para a Itália: o Atalanta foi sua primeira equipe por lá. Lecce, Fiorentina, Bologna e Juventus tiveram o potente goleador, até que ele finalmente chegou na Inter de Milão. A seleção italiana o convenceu a vestir a Azurra, e usando de sua dupla cidadania jogou na seleção sub-21, foi convocado para a Sub-23 para as Olimpíadas de Pequim 2008 e, em 2011, veio a chamada há muito aguardado para a squadra mayor de Prandelli.

Ele também passou pelo futebol espanhol, no Espanyol, e inglês, no Southampton. Um jogador completo, que se destacou no Calcio italiano, especialmente na Fiorentina e Roma. Em Firenze, ganhou rapidamente os tifosi (torcedores) na base de gols e com a comemoração do maior ídolo do clube: Batistuta. No melhor estilo Batigol, comemorou seu tentos simulando uma metralhadora, se consolidou e vem mantendo o ritual em sua carreira. E jogando na Roma, veio a convocação para a Azurra. A metralhadora continua funcionando a tal ponto que ele é um dos artilheiros do torneio. O carismático atacante ítalo-argentino, dono de um perfil particular, conversou cara a cara com o Paixão Libertadores no estádio Giuseppe Meazza. Saiba mais sobre Daniel Osvaldo e até mesmo qual será sua próxima tatuagem...

 

PAIXÃO: Você vive um grande momento na Inter, quando joga, marca e está entre os artilheiros do campeonato... Como você descreve esta fase em um clube tão importante?

OSVALDO: Eu me senti muito confortável desde o início, o grupo é muito bom e, felizmente, as coisas estão indo bem. De qualquer forma, a estrada é muito longa. Nós não fizemos nada ainda

PAIXÃO: Qual a diferença entre a Inter e o outros clubes europeus pelos quais você passou?

OSVALDO: Cada clube tem a sua particularidade. A Inter tem uma grande equipe que, talvez, no passado, não foi como o esperado. Por isso que, hoje, tentaremos levar a Inter ao primeiro plano da Europa, onde ela pertence.

“A Inter tem uma grande equipe e tentaremos levá-la novamente ao lugar que merece”

PAIXÃO: O treinador da Itália, Antonio Conte, te conhece de sua passagem pela Juventus, isso gera novas expectativas de retornar à seleção italiana?

OSVALDO: Independente de quem é o treinador da seleção, em todos os jogos, eu tento estar bem e espero ter chances, é claro.

PAIXÃO: Como você compara o futebol italiano com teu início de carreira no futebol argentino no Huracán?

OSVALDO: Faz muitos anos! (risos)... Eu era muito jovem. É um futebol completamente diferente. Além disso, no Huracán, estávamos na B. São dois campeonatos muito diferentes, mas eu gostaria de voltar a jogar na Argentina um dia, assim eu posso te dizer melhor as diferenças que tem.

“Vou tatuar um salmão, porque o salmão sempre vai contra a corrente, como eu.”

PAIXÃO: Passando ao plano extra futebolístico e conhecendo seu gosto por tatuagem, é verdade que você irá tatuar um salmão?

OSVALDO: Sim, será a próxima!

PAIXÃO: Qual é o significado?

OSVALDO: O salmão sempre vai contra a corrente, como eu. (Termina a entrevista entre risos e se retira de San Siro)

Compartilhar Compartilhar Compartilhar Compartilhar
comentários

unirse a la conversación

Os pontos de vista e opiniões expressadas neste post são somente as do autor e não representam necessariamente as da Paixão Futebol.

SABIA QUE TEM MAIS NOTÍCIA AQUI EM BAIXO?
Continue navegando!

DESTAQUE DE HOJE