PAIXÃO NO VATICANO

Maradona: “Duas potencias se uniram”

Sempre ao pisar no Vaticano, sente-se uma energia especial. Ter o privilégio de interagir mesmo que com um cumprimento com o Papa Francisco transmite uma emoção difícil de descrever. Mais ainda ele sendo argentino. E Maradona não é alheio a essas sensações.

Antes do Jogo Inter-religioso da Paz, aconteceu uma experiência religiosa superior na Sala Paulo VI, no Vaticano. O convite do Papa argentino e da Fundação PUPI –– presidida por Javier Zanetti – tinha como objetivo difundir o "Scholas", instituição de ensino pública apoiada por Francisco que é uma rede global para a construção da paz através da educação ligada ao esporte, promovendo assim a integração social. E Diego Maradona foi o astro deste jogo em benefício à paz mundial.

"O Papa é muito mais que o Maradona, e espero que faça muito mais que o Maradona, porque a humanidade precisa dele. Gosto dele porque tem muita coragem e não é alheio", descreveu Maradona, depois de um abraço com Sua Santidade.

Enquanto a fila de estrelas do futebol mundial e suas famílias aumentava para cumprimentar o Papa – a audiência passou de duas horas – Maradona já tinha falado com ele e se retirado. Foi nesse momento, sem nenhum problema, que aceitou conversar com Paixão Libertadores no saguão do auditório. Uma entrevista privilegiada, como o contexto indicava: no próprio Vaticano, em um dia histórico, com Maradona emocionado depois de ver o Papa...

PAIXÃO: O que está escrito na camisa da seleção argentina que você deu ao Papa?
MARADONA: Francisco. Ganhei de todos, porque todo mundo deu uma com seus próprios nomes. Vem o Messi, e dá uma que diz Messi; Batistuta, uma que diz Batistuta. Fui melhor que o resto (risos). Eu dei uma que diz Francisco, porque o Papa joga com a gente. É do nosso time.

PAIXÃO: Qual foi o significado desse encontro com o Papa?
MARADONA: Senti que ele é um bom argentino. Isso me dá muito prazer; ver um argentino que está  fazendo as coisas bem, em uma posição tão prestigiada como a mais alta autoridade do Vaticano. Depois de ter tido muitos Papas que olhavam para a política e não viam as crianças com fome, ver o Francisco quando fala da fome no mundo toca meu coração. E isso é uma realidade que não pode ser deixada de lado, e ele não deixa. É por isso que eu estou com ele.

“Depois de ter tido muitos Papas que olhavam para a política e não viam as crianças com fome, ver o Francisco quando fala da fome no mundo toca meu coração”.

PAIXÃO: Como você descreveria o laço entre Maradona e Francisco?
MARADONA: (Pensa)… Que duas potencias se uniram.

Essas palavras levaram todos que o seguiam a risos. Ao estilo Maradona: um piscada, um sorriso e uma saída rápida da Sala Paulo VI. Uma ótima descrição marcar a situação vivida... O encontro de Diego Maradona com o Papa Francisco.

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