PAIXÃO NA ALEMANHA

Mascherano: “Argentina tem que defender seu prestígio”

Não é comum que o confronto da final da Copa do Mundo se repita tão cedo. As camisas usadas em Dusseldorf na noite de 03 de setembro foram as mesmas que na final da Copa 2014 entre Argentina e Alemanha de 13 de julho.

Já é um clássico do futebol mundial. Os alemães foram recebidos entre a festa do público que comemorava a quarta estrela em casa pela primeira vez. Os argentinos, estreavam o novo treinador Gerardo Martino, e ainda tinham a final perdida muito fresca na memória.

Javier Mascherano, capitão da Argentina devido à ausência de Messi (o meia é o líder da equipe, ainda que não leve a braçadeira), parou a pedido de Paixão Libertadores após a categórica vitória por 4 a 2 e descreveu seus sentimentos depois de um jogo muito especial. Autentico, com a voz  potente que o caracteriza.

PAIXÃO: Que sensação fica de ter superado tão claramente o adversário que há pouco tempo venceu a Copa do Mundo?
MASCHERANO: Obviamente você vê isso e pensa que poderia ter vencido a final. Mas bem, são jogos diferentes. Acredito que tivemos a nossa oportunidade na Copa e não conseguimos terminar de concretizar. Mas a partida, jogamos como tinha que se jogar e não aproveitamos as chances que tivemos. Agora que começa um novo ciclo, temos que tentar encontrar a ideia que Gerardo Martino tem sobre o funcionamento da equipe o mais rápido possível e ir trabalhando nos detalhes. Hoje eu fiquei com uma sensação boa, já que enfrentamos o campeão do mundo com algumas alterações de nomes em ambas as equipas, jogamos bem e conseguimos uma vitória merecida.

“Obviamente você vê isso e pensa que poderia ter vencido a final”

PAIXÃO: Para você que esteve nas três últimas eliminações da Copa contra a Alemanha…
MASCHERANO: Obrigado por me lembrar (interrompe entre risos).

PAIXÃO: …é se de imaginar que nunca se trata só de um amistoso contra a Alemanha, é assim?
MASCHERANO: Não. Eu levo como um amistoso, porque não muda nada. No futebol, o que você jogou, perdeu e ganhou já passou. Agora é uma nova história. É semelhante ao que acontece em clubes onde há ciclos. O que acontece aqui é que os ciclos passam a cada quatro anos.
 
PAIXÃO: Mas hoje vocês fizeram quatro gols e parecia que queriam fazer mais ...
MASCHERANO: Mas eles que têm a taça. Eu sinto que temos que continuar tentando crescer como uma equipe e não ficar com a derrota na final. Somos vice-campeões mundiais e isso faz que também tenhamos um prestígio a defender. Independente de não sermos campeões, estamos entre as melhores equipes de hoje e temos que defender este prestígio que acredito termos ganhado merecidamente, porque ninguém nos deu nada.
 
PAIXÃO: O que você leva desta semana de reencontro com os companheiros da equipe?
MASCHERANO: Tivemos muito pouco tempo. Sinceramente, eu gostaria de ter tido mais tempo porque, desde muito tempo, cada vez que viemos para jogar com a Seleção, jogamos com um sorriso, querendo aproveitar, e nos divertimos entre nós. Foi pouco tempo, mas foi muito bom se encontrar novamente depois de quase 50 dias da final da Copa e tentar melhorar o que pudemos.

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