SÉCULO XXI

O que aconteceu na Libertadores de 2000 em diante?

Quatorze edições da Copa Libertadores da América já foram disputadas neste novo milênio e, longe de querer separar as curiosidades do passado durante o século XX, é bom diferenciar, considerando o grande número de acontecimentos que sai a cada torneio. Sendo impossível contar em um único texto tudo o que aconteceu a partir de 2000, compartilhamos todos os fatos que você precisa saber, ainda mais sobre o torneio mais prestigiado e proeminente do nosso continente.

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2000: Boca afirma sua grandeza

Até o ano 2000, o Boca Juniors estava igualado com o River, seu maior rival, em quantidade de Libertadores, com dois títulos cada. Na verdade, os infrutíferos anos 1990 em termos de títulos preocupavam todos os torcedores xeneizes que, sem saber, mas desejando muito, ganhariam quatro Libertadores em sete anos: 2000, 2001, 2003 e 2007, além de ser finalista em 2004 (derrotado pelo o Once Caldas) e em 2012 (derrotado pelo Corinthians). O Boca se tornou maior do que era e marcou a primeira década do século XXI com sucesso puro.

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2001: Oi, sou o Cruz Azul

Em 1998, a Conmebol convidou os clubes mexicanos para participar da Libertadores. Eles aceitaram e não demoraram em brilhar. Na edição de 2000, O América esteve perto de jogar sua primeira final, mas caiu na semi contra o Boca Juniors em um jogo dramático. Um ano depois, o Cruz Azul chegou à final e perdeu precisamente contra o Boca, mas com uma particularidade: venceu o time argentino por 1 a 0 na Bombonera e levou a decisão para os pênaltis, pois haviam perdido pelo placar mínimo no mítico estádio Azteca, onde já foram disputadas duas Copas do Mundo.

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2002: São Caetano, o jovem finalista

Fundado em 1989, estreou na Libertadores em 2001 com 12 anos de vida e foi finalista da edição de 2002, assim, o São Caetano se tornou o clube mais jovem e bem-sucedido de um torneio que esteve prestes a conquistar contra o Olimpia, mas que acabou perdendo na decisão por pênaltis.

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2002: Olimpia, mais uma vez

Alguns torcedores afirmam que o Olimpia é maior do que a própria seleção paraguaia, já que, além de ser o único clube paraguaio que venceu a Libertadores, também foi campeão do mundo. Depois de conquistar o torneio continental em 1979 – quebrando a hegemonia dos clubes uruguaios, argentinos e brasileiros – repetiu a dose em 1990 e 2002, tornando-se indiscutivelmente o Rei de Copas em seu país. Em 2013, disputou mais uma final, mas desta vez perdeu para o Atlético Mineiro.

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2003: Carlos Bianchi quebra tudo

Carlos Bianchi chegou à Libertadores de 2003 comandando o Boca com três títulos continentais debaixo do braço: um com Vélez, em 1994, e dois precisamente com os xeneizes, em 2000 e 2001. Depois de vencer o Santos na final, o treinador ganhou sua quarta medalha que o tornou o melhor em sua área. Em 2004, esteve a um passo de conseguir o pentacampeonato na final contra o Once Caldas.

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2004: Colômbia e o bicampeonato

​Quando o Atlético Nacional se consagrou campeão da Libertadores em 1989, a televisão anunciou "Colômbia campeã da América", o que seria difícil de ver hoje, mas que mostra a importância de conseguir um título tão valioso para o país. O bicampeonato tardou, mas veio, e quem se encarregou de dar o título para o país foram os jogadores do Once Caldas comandados pelo grande Professor Montoya – quem meses depois sofreu um acidente que felizmente não terminou com sua vida, apesar de modificá-la muito. O Once Caldas, de Manizales, conseguiu o que o América de Cali 1985, 1986, 1987 e 1996 não pôde nem Deportivo Cali, em 1978 e 1999, anos em esses clubes foram finalistas, mas não levaram a taça.

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2005 e 2006: Brasil no poder e mudança de formato

Nunca havia acontecido de clubes do mesmo país disputarem uma final da Libertadores, mas, em 2005, São Paulo e Atlético Paranaense se enfrentaram e, depois, em 2006, Inter e São Paulo. Apesar de 2005 ter marcado o início da hegemonia brasileira na Libertadores, ao se repetir em 2006 uma final entre dois clubes do mesmo país, foi estabelecido que isso não poderia acontecer de novo, a menos que três ou quatro semifinalistas fossem da mesma nacionalidade.

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2007: Boca, hexa da América

Em 1984, o Independiente venceu sua sétima Libertadores, enquanto o Boca tinha apenas dois títulos. Em 2007, o elenco e dirigido por Miguel Russo e liderado em campo por Riquelme bateu o Grêmio no Brasil, o país anfitrião de suas últimas três vitórias, e com seis títulos passou a ser o segundo clube mais vencedor da América. Em 2012, teve a chance de alcançar o sétimo, mas perdeu para o Corinthians na final.

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2008: Equador campeão

Até esse ano o Equador era conhecido na Libertadores por Alberto Spencer, o maior artilheiro da história com 54 gols, e pelo Barcelona, ​clube ​ finalista das edições de 1990 e 1998. Em 2008, o Equador foi pela primeira vez campeão da América graças ao Liga Deportiva Universitaria de Quito, que venceu o Fluminense e ainda teve a honra de dar a volta olímpica no Maracanã, onde foi disputada o jogo de volta.

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2009: Estudiantes, e os Verón campeões

Foi o primeiro tricampeão da Libertadores, em 1968, 1969 e 1970, a partir daí sua história no torneio que o tornou grande, entre outras coisas, foi se apagando. Mas em 2009, graças a Alejandro Sabella e com o craque Sebastián Juan Verón em campo (filho de Ramón Verón, campeão da América), a equipe argentina derrotou na final o Cruzeiro no Mineirão e se consagrou campeão pela quarta vez na Libertadores. Só o Independente, com 7, o Boca, com 6 e o Peñarol, com 5, superam o Estudiantes.

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2010: México pela revanche; Inter iguala o Grêmio

A 50ª edição da Libertadores teve um clube mexicano na final, algo difícil de imaginar quando o torneio começou. Depois da boa campanha do Cruz Azul em 2001, chegava o Guadalajara pela primeira vez à final, após o América cair nas semifinais de 2000, 2002 e 2007, por exemplo. O Guadalajara enfrentou o Inter, perdeu por 2 a 1 na ida disputada no México e por 3 a 2 em Porto Alegre. O Inter somou assim seu segundo título em menos de 5 anos, equiparando-se ao Grêmio, seu maior rival.

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2011: Um novo Peñarol; Santos alcança o São Paulo

Um dos jogos mais históricos da Libertadores se repetia em outra final. Um valente Peñarol, desprovido de grandes nomes, mas cheio de mística, jogava contra o Santos de Neymar. O elenco uruguaio buscava sua sexta Libertadores, enquanto o brasileiro, a terceira – com a intenção de alcançar o São Paulo, clube brasileiro com mais títulos continentais. Em uma final disputada, foi o Santos que conseguiu se impor, tornando-se junto com o tricolor paulista o maior vencedor continental entre os times brasileiros.

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2012: Início de campeões inéditos: Corinthians

Era o título que faltava para silenciar aqueles que duvidavam da grandeza do Timão, clube que, ao contrário dos chamados grandes do Brasil, nunca havia vencido a Libertadores, e precisava. A final foi perfeita, já que enfrentava um Boca que buscava seu sétimo título para alcançar o Independiente. Empatou na ida e venceu por 2 a 0 na volta. Sem saber, começava uma etapa histórica na Libertadores, já que os campeões de 2013 e 2014 também seriam inéditos.

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2013: Ronaldinho e toda a emoção, o título que faltava

Um dos maiores ídolos da história do futebol jogava a Libertadores pela primeira vez. Ronaldinho, junto ao Atlético Mineiro, almejava ganhar a taça. Depois de uma final difícil contra o Olimpia, o craque venceu e assim completou sua estante em que estão os troféus da Copa do Mundo de 2002 e da Champions League de 2006, entre os mais destacados. Foi uma honra para o torneio que um jogador como ele vencesse.

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2014: Pela terceira vez seguida, um campeão inédito: San Lorenzo

Liga de Quito e Fluminense estrelaram em 2008 a última final entre clubes que nunca haviam vencido a Libertadores. Demorou seis anos para que o título voltasse a ser conquistado por um campeão inédito, o 25º. Esse foi o San Lorenzo, que se impôs na final sobre o Nacional, do Paraguai, e viveu algo semelhante ao que aconteceu com o Corinthians em 2012: precisava aumentar sua grandeza ganhando a Libertadores, e conseguiu. 

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