Fã de Taffarel, Muriel sonha com Seleção e relembra a noite em que parou Neymar

Por: CLUBE DO POVO
Goleiro colorado sofreu apenas três gols no último mês e conceitua atacante do Santos como "imprevisível"
 
 
 
 
A fase é boa. Nos último 30 dias, Muriel ajudou o Inter a conseguir resultados que levaram o time com facilidade à fase final do Gauchão e a praticamente garantir vaga nas oitavas de final da Libertadores. Principalmente, devido à noite em que parou Neymar. Nesta entrevista exclusiva a zhEsportes, o goleiro colorado fala sobre a sua determinação para crescer em meio ao seu melhor momento na carreira. Reitera, ainda, a sua admiração por Taffarel e André, ambos ex-atletas do clube. E considera a simplicidade a característica que um arqueiro mais deve levar em conta.
 
Tranquilo, dialoga com cadência a respeito da sua melhor partida no Inter até agora. Diz que o preparador de goleiros Marquinhos sempre mostra lances dos adversários em vídeos. E avalia Neymar como um jogador imprevisível: — A gente não sabe o que ele vai fazer, não se sabe para que lado ele vai. Na atualidade, é um dos melhores do mundo.
 
Até este abril de 2012, Muriel Gustavo Becker, 25 anos, 66 partidas pelo Inter, vive sua melhor fase como profissional. Consciente, sabe que precisa continuar treinando para crescer. A Seleção é uma de suas metas.
 
— É o melhor momento pela sequência de bons resultados não só meus, mas de todo o grupo. Fico feliz, mas não quero parar por aqui. Busco crescer a cada jogo e a cada treinamento. Tenho isso sempre em mente e espero que possa continuar — diz. No último mês, em nove jogos, ele sofreu apenas três gols. Sem derrotas. Foram seis vitórias e três empates.
 
Ídolos
Como 10 em cada 10 garotos que começam nas categorias de base do Inter na posição de goleiro, Muriel tem Taffarel como ídolo. Além dele, aparece André, que atuou no gol colorado nos anos 90 e 2000. Evidencia a simplicidade de ambos. Fala que os dois sempre defenderam com segurança e sem "se jogar desnecessariamente". Muriel começou a atuar como goleiro justamente quando André assumiu a titularidade no Inter.
 
— Foi uma grande influência porque comecei a jogar como goleiro em 1997 e aquele ano foi um dos melhores do André. Ele e o Taffarel são duas referências para mim. Têm a mesma linha de pensamento quanto à simplicidade. Ganhei uma camisa de cada um quando era criança — lembra.
 
Questionado sobre esta simplicidade admirada em Taffarel, Muriel é direto: — Não jogava para se aparecer. Tentava simplificar ao máximo a defesa. Fazia o que tinha que ser feito sem se jogar desnecessariamente. O Marquinhos passa isso para nós. E admiro muito isso nele. Tive a oportunidade de conhecer o Taffarel pessoalmente e ele repassa esta mesma simplicidade que tinha em campo. Até mandou mensagem me desejando sorte quando estreei profissionalmente contra o Coritiba — relembra.
 
Naquele jogo, pelo Brasileirão de 2011, ele salvou o Inter em duas oportunidades, em sequência, à queima-roupa. E ainda quase pegou o pênalti que levou o Coritiba ao empate de 1 a 1, no Couto Pereira.
 
— O Taffarel é uma referência não apenas para goleiros daqui do Sul. Joguei nas seleções de base e muitos tinham ele como referência no futebol — diz.
 
 
Atuação de gala em Inter x Santos
 
 
Muriel orienta o time: atuação de gala diante do melhor atacante do Brasil na atualidade
Foto: Diego Vara
 
Em 4 de abril, Muriel foi uma parede diante do melhor atacante do país. Fez pelo menos quatro defesas difíceis que garantiram um 1 a 1 que teve sabor de vitória. O ponto manteve o Inter na segunda colocação do Grupo 1 e, agora, depende apenas das próprias forças, na próxima quinta, no Peru, para se classificar.
 
— Fico feliz por ter feito um bom jogo, mas o empenho do nosso time ajudou para isso. Entramos determinados como tem que ser em uma Libertadores. Esta é a receita para chegar ao título — sintetiza.
 
Sobre a noite protagonizada por ele e por Neymar, enfatiza a determinação do time e confessa que no momento da defesa com a ponta dos dedos, que na sequência teve a bola batendo no travessão, temeu pelo pior. E torceu para que que o gol santista não tivesse acontecido.
 
— Lembro bem que dei um toque e a bola bateu no travessão. Na hora em que ela estava passando, pensei que seria gol. Tem alguns lances que a gente age no impulso, no reflexo, e não consegue pensar. Esse deu tempo. Pensei: "vai ser gol... Mas não pode ser gol!" Consegui dar um tapinha, ela bateu no travessão e um jogador nosso chegou para salvar — conta.
 
Em seguida, relembra a defesa que fez no chão, em um chute desferido também por Neymar, da entrada da área: — Consegui defender e depois o Nei tirou. O Índio complementou de cabeça. Foi muito importante. Teve bolas difíceis, mas acho que a do travessão foi a que eu mais achei que seria gol. Valeu o empate porque agora entramos no último jogo dependendo apenas de nós para classificar — conclui.

Más noticias de FANATICOS