Inter. Um time com vontade de ser campeão.

Por: CLUBE DO POVO
Jogamos contra uma equipe que, na metade do segundo tempo, chama jogador no banco de seleção brasileira. E jogamos sem três titulares no setor mais importante do time: o meio de campo. E hoje, quero começar pelo meio, pelas soluções apresentadas pelo Dorival Jr.
 
Jesus Dátolo era uma obviedade: o cara desembarcou em Porto Alegre e só fez boas partidas, sempre dando uma nova intensidade ao jogo e, geralmente, marcando o seu gol. Pois no jogo contra o Santos, na minha opinião, ele foi a grande decepção. Eu esperava mais do nosso articulador. Observem novamente o jogo: ele não consegue escapar da forte marcação do Santos. Sim, marcamos muto bem. Mas o Santos também marcou – foi um jogo de marcação intensa. E o Elton? Sim, é uma pergunta: por que jogou o Elton e não o Bolatti? O argentino tem mais estatura, mais presença no ataque e, principalmente, mais experiência. O Sandro Silva justificou a sua escalação, foi uma peça fundamental no rodízio de marcação feito sobre o Arouca, Ganso e Neymar. E, no meio campo, o grande destaque do Inter: Tinga. Gente, o cara jogou muito. Por sinal, ele  joga muito. Para quem ainda insiste em dizer que o Tinga é um ex-jogador, por favor: assistam novamente a partida. Ele comandou o time com voz e força.
 
 
 
O problema é que, sem Oscar e D’Ale, e com um Dátolo preso na marcação, faltou assistência ao ataque. Por favor, amigos: não critiquem o Damião dessa forma. Me digam aqui qual foi a bola cruzada na cabeça dele? Nenhuma. Me digam aqui qual foi a triangulação feita com ele? Nenhuma. E digo mais: quando ele pagava na bola, três ou quatro jogadores cercavam nosso centroavante. E o pior: ninguém do Inter encostava nele. Dagoberto mostrou empenho e, pelo tipo de lesão que eu observei, será mais um desfalque nos próximos jogos. Jajá entrou bem, deu trabalho para a zaga santista. Mas futebol  é mecânica e quando falta entrosamento não adianta: vira um jogo de chutões e não de construção de jogadas.
 
 
 
E o Nei? O que foi aquele gol, minha gente? Foi uma cobrança de quem está treinando. Foi perfeita, colocada no lugar certo. O goleiro do Santos é muito bom. Nem se moveu. Parabéns ao Nei, pelo empenho de sempre, pelo talento na cobrança da falta e pelo sangue nos olhos. É um colorado de verdade. Moledo e Índio fizeram uma grande partida, mais uma vez. A dupla trouxe estabilidade para nosso setor defensivo, podem pesquisar: o Inter é um dos times menos vazados na temporada. É o encaixe da zaga que, infelizmente, não tem reposição. E, por falar em segurança, chegou aqui ao meu ponto principal: temos goleiro.
 
 
 
Faz alguns jogos que tenho registrado aqui no blog: Muriel está em uma sequência de partidas que transmite segurança para o time e para nós, torcedores. No primeiro tempo ainda fez uma saída equivocada, mas fechou o gol mais uma vez. Muriel fez defesas que só um grande talento é capaz de realizar. Parou Neymar. Não tenho receio em afirmar isso. O craque tentou fazer fila ontem e não conseguiu. Ou parou na forte marcação ou parou nas mãos de Muriel. Gostaria de agradecer aqui ao goleiro colorado pela dedicação que vem demonstrando, com certeza o seu treinamento está puxado. Temos sim goleiro, tenho certeza disso. Quem afirma isso não sou eu: é a sequência de jogos com boas atuações do garoto. Parabéns e muito obrigado.
 
 
 
Seguimos em frente. Tenho certeza que os obstáculos estão fortalecendo nossa equipe. Acredito na classificação. E acredito também que nenhum time dessa Libertadores, por melhor que seja, gostaria de pegar o Inter em um mata-mata. Dessa vez, jogamos contra o Santos como um time que deseja ser campeão. E que tem condições para conquistar esse objetivo. Saudações Coloradas a todos.
 

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