São Paulo só aceita acordo a partir de R$ 14 milhões por Oscar

Por: CLUBE DO POVO

 

Clube avisa que não conversará sobre a liberação do jogador por um valor menor

 

Sem Oscar e sem Jô, Inter tem apenas 23 inscritos na Libertadores Foto: Diego Vara

O imbróglio jurídico envolvendo Oscar, São Paulo e Inter ainda terá muitos capítulos. Mesmo que a direção colorada negue a busca de um acordo com os paulistas, do Morumbi vem um aviso: não há conversa sobre a liberação de Oscar por menos de R$ 14 milhões.

O São Paulo assegura que aguarda pelo retorno do jogador e que passará a depositar os seus salários outra vez (Oscar recebia R$ 7,5 mil no Morumbi). Ontem, o jogador viajou para Americana, cidade de parentes no interior paulista, mas não se apresentará ao clube.

— Fomos procurados apenas pelo Fernandão, nos dizendo que gostaria de conversar sobre a questão Oscar no futuro. Mas ficou nisso — comentou o vice de futebol são-paulino João Paulo Jesus Lopes.

O dirigente paulista afirmou ainda que, em um possível acordo com o Inter, o São Paulo pediria mais de R$ 14 milhões – ainda que conste em contrato que a multa rescisória de Oscar no clube é de R$ 9 milhões. Também não descarta negociar o meia com o Exterior, caso mantenha os direitos sobre ele até a janela da agosto e se tiver a anuência do atleta.

— O Inter pagou 3 milhões de euros (R$ 7,2 milhões) por 50% dos direitos do Oscar. Assim, valorizou o jogador. E se houver interesse do meia em uma negociação no meio do ano, analisaremos, sim, essa possibilidade — finalizou.

Na segunda-feira, o advogado do meia, André Ribeiro, poderá ingressar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo com um pedido de efeito suspensivo.

Essa seria a única alternativa do momento para ter o jogador de volta à fase de grupos da Libertadores, uma vez que Oscar novamente seria considerado atleta do Inter. Sem Oscar e sem Jô, o grupo tem apenas 23 inscritos na competição.

A solicitação de efeito suspensivo pode demorar mais de uma semana para ser analisada. Caso seja indeferida, porém, a alternativa seria buscá-la em Brasília, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), o que poderia demorar até dois meses.

Não está descartado também o retorno de Ribeiro ao TRT paulista para tentar depositar em juízo uma caução, pedir a rescisão de contrato de Oscar com o São Paulo, abrindo um segundo processo, enquanto o atual segue correndo.

Nesse caso, porém, o meia teria de fazer um novo acordo com o Inter e só poderia voltar à Libertadores a partir das oitavas de final, em uma das três trocas permitidas no torneio. Na quinta-feira, o advogado de Oscar tentou depositar R$ 4,5 milhões (metade dos R$ 9 milhões, valor da cláusula rescisória do contrato do meia com o clube paulista, por entender que mais da metade do vínculo de quatro temporadas já havia sido cumprido), mas a juíza que recebeu o pedido declarou-se incompetente para analisá-lo.

Agora, o advogado do jogador voltaria ao Tribunal e, em segunda instância, poderia tentar o depósito dos R$ 9 milhões — possivelmente, boa parte dele bancado pelo Inter. Esse dinheiro ficaria em juízo até que o processo tivesse uma definição. O clube paulista só teria acesso a esse valor se fosse o vitorioso ao final do processo. Caso contrário, Oscar reaveria os R$ 9 milhões.

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